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Em meus devaneios e anseios viajo, me vejo e me recrio em uma busca incessante pela paz de uma mente atormentada e um coração inquieto, na certeza de que enquanto me permitir buscar a liberdade, no fim encontrarei o amor. – Miräche Kildren

Vídeo promocional do anime “Mahou Tsukai no Yome”

O site oficial do anime baseado no mangá de Kore Yamazaki, Mahou Tsukai no Yome (The Anciente Magus’ Bride), começou a transmissão do primeiro “grande vídeo promocional” nesta qui…

Fonte: Vídeo promocional do anime “Mahou Tsukai no Yome”

#19 Lendas Sobre Borboletas

Curiosidades

Terror Japonês

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Konnichiwa Minna

Bem Sumimasen minna-san

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pelo post ser mais tarde do que de costume kkk bem acorreu de minha prima ela ter dentista e eu ter de acompanha-la tipo logo após eu chegar da escola então só deu tempo de eu tirar a cópias do certificado da faixa amarela pois farei exame para a vermelha uhull tomara que eu me de bem ne kkkk bem continuando então minha mãe só levou nós lá e então fomos e tals e voltamos para a casa dela a pé e almoçamos então estévamos esperando o meu vô para levar nós para minha casa só que ele não veio foi para algum lugar que nem eu sei kkk dai eu até tentei postar pelo cel mas sem sucesso pois ele só travava e era bem dificil pois algumas opções do wordpress não apareciam então cheguei em casa e já fui postar e demora para postar pois procuro por qual conteúdo trazer para vocês e quando…

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Capitulo 01

      Dante

Havíamos acabado de passar por uma tempestade, o mar agora era calmo e os ventos vindos do sul inflavam as velas do barco. Sou Dante Cross, capitão do navio Pérola de Sol, que anteriormente era comandado pelo meu pai, Edward Cross.

Engana-se se pensa que somos piratas, longe disso. Estamos mais para ciganos do mar, a frota do Pérola de Sol é composta por cinco barcos ao todo. No Pérola de Sol ficam o capitão, o subcapitão, alguns marujos, um cozinheiro e um faxineiro. Em outros dois barcos ficam mais homens, são embarcações de auxilio. Um quarto navio é onde ficam obras de arte, livros, uma espécie de pequena enfermaria e as mulheres de alguns homens com seus filhos. No quinto e ultimo navio ficam as mercadorias que vendemos e os suprimentos que abastecem a todos os barcos.

Estamos navegando há quase quatro meses sem parar, os suprimentos estão começando a acabar e já está na hora de vendermos algumas mercadorias, então estamos indo em direção à costa para cuidar do necessário antes de prosseguir viagem.

– Terra a vista! – gritou um marujo.

– Finalmente. – falei – Muito bem marujos, virem a bombordo.

– Virando a bombordo! – gritaram todos juntos.

Já era possível ver a alegria se estampando no rosto dos homens. É sempre assim quando vamos atracar em qualquer lugar, seja ele novo ou velho. Não que eles não gostem do mar, mas os únicos com mulheres aqui são os quatro comandantes, o nosso medico Dr. Xang e o cozinheiro do Pérola de Sol, ou seja, muito homem e pouca mulher. Ate mesmo eu desejo me deitar na companhia de uma bela mulher por uma noite.

– Reduzam a velocidade, recolham as velas. – bradou Orion, meu padrinho e o homem que foi braço direito do meu pai – Vamos logo com isso bonecas, tem alguém com muita fome aqui.

– Orion, o Grande ataca novamente! – gritaram os outros aos risos.

– Calem-se e trabalhem logo com isso! – gritou Orion com o rosto vermelho de raiva ou de vergonha, não sei, apesar de achar que é pelos dois e pelo vinho que ele andou bebendo.

– Ora, vamos meu caro Orion. Não seja um velho mal com nossas meninas. – brinquei dando-lhe tapinhas nas costas.

– Que seja. – resmungou – Vou beber meu vinho em paz. Você é o capitão, fique no comando. – disse saindo resmungando pelo convés. Orion não é conhecido pela sua educação e sutileza, ele é um homem de traços grosseiros, trabalhados a ferro e fogo. Literalmente. Ele era um jovem ferreiro quando se juntou ao meu pai disposto a segui-lo. Eu tinha três anos quando ele embarcou.

– Já atracamos capitão. – informou-me George – Quais as ordens?

– Reúna um grupo de homens para que sondem o lugar e outro para acompanhar as mulheres, creio que nossas senhoras queiram esticar as pernas. Descubram o que puderem e voltem aos barcos antes do anoitecer. – falei enquanto observava o movimento das pessoas no porto. Por todos os cantos se via sorrisos, ouvia-se musica, gargalhadas, comerciantes vendendo seus produtos, tudo era bem animado por ali. Todos pareciam festejar algo, não é atoa que os nortenhos são considerados um povo festeiro e muito alegre.

Sem falar nas belas moças que passavam curiosas próximas ao barco. Todas eram muito belas.

Já estava anoitecendo quando George voltou com o relatório. Ele disse que era um mês de festivais, porque era primavera e era o mês em que agradeciam a natureza pela boa colheita e pelas crianças que estavam a caminho. E esse era um mês especial por ser aniversario da cidade que se chamava Solares. Ele também disse que mercadores e comerciantes apreciavam produtos novos e exóticos.

– Isso é muito bom Dante, assim podemos vender pelo menos uma parte da mercadoria que trazemos conosco. – disse Orion parecendo mais contente agora.

– Realmente. – falei pensativo – Diga aos outros que podem aproveitar a noite de hoje para relaxar e festejar, mas que amanhã estejam despostos para o trabalho.

– Sim senhor. – disse George – Algo mais senhor?

– Peça para que tragam a água para meu banho e depois disso estão liberados. – falei.

– Sim senhor. – falou enquanto se retirava.

– Seu pai realmente o ensinou bem, és generoso como ele Dante. – disse Orion chamando minha atenção – Somente ele diria que os homens podem festejar e se divertir antes de cumprirem o trabalho deles.

– São apenas homens padrinho. – falei com um sorriso – Não há problema em deixá-los se divertirem um pouco. O senhor é o único que não vai esquentar esses ossos cansados debaixo da saia da uma bela moça sempre que atracamos, por quê? Ouvi dizer que elas gostam dos barbudos, com cabelos brancos e barriga redonda de vinho.

– Não, obrigado. – disse deixando escapar um sorriso – Deixo isso para os jovens, estou velho filho. Você é jovem, vá e divirta-se, dê prazer àquelas pobres moças e quem sabe… Arrume uma para você, uma companheira para lhe dá auxilio nesse caminho longo chamado vida.

– Farei tudo que me falou menos a parte da esposa. O senhor sabe que não desejo me amarrar a ninguém. – falei mais serio, mas ainda sorrindo.

– Brennan me disse que teu pai dizia a mesma coisa quando ela chegou ao navio como simples faxineira, no entanto aqui está você. – disse ele – Sua mãe fez seu pai muito feliz. Arrume uma esposa, não somente para aquecer sua cama ou lhe dar filho, procure uma esposa para a vida Dante.

– Estou ótimo desse jeito, não há razão para se mexer com o que está bem. – falei dando de ombros.

– Por enquanto. Logo começará a sentir falta e necessidade de acordar com alguém a teu lado, logo a saudade de casa não será o suficiente para que queiras voltar para aquela casa grande e vazia.

– Mas isso eu posso… – comecei, mas fui interrompido.

– Eu não falo só das necessidades do corpo Dante. – disse-me serio – Eu falo das necessidades do coração rapaz, do coração.

– Desde quando o senhor é tão romântico padrinho? – perguntei rindo.

– Desde que me lembrei de como é bom ter alguém ao meu lado. – disse de forma melancólica.

– Padrinho…

– Além do mais é saudável, se tivesse uma mulher comigo não viveria bêbado. – falou com um riso triste se afastando para a cabine dele.

Fiquei parado lá por um tempo pensando no que ele me disse. Padrinho tem razão quando diz que a vida no mar é solitária, que logo irei querer alguém comigo, para dividir as saudades, as conquistas. Mal sabe ele que já sinto isso. Mas há uma razão para que eu não queira me prender a uma única mulher para toda uma vida, pois eu vi e ainda lembro-me do jeito que meu pai ficou depois que minha mãe, Brennan, morreu.

Eu tinha apenas oito anos quando ela morreu, depois de passar quase três meses de cama. Durante todo esse tempo que ela esteve mal o meu pai não saiu do seu lado, ele mais parecia um fantasma de tão abatido que ficou e depois que ela morreu só fez piorar, ate que um mês depois dela ter falecido ele também se foi. Eles se amavam demais, a ligação entre ambos era tão grande que eles não precisavam falar que um já sabia o que o outro pensava, era uma conversa silenciosa que acontecia somente com olhares. Eu ate desejei um amor desses para mim, mas depois que acompanhei isso optei por não ter essa ligação com ninguém.

– Era lindo, mas não ficarei daquela forma. – falei para mim mesmo. Eu não quero me apaixonar por alguém e ficar vendo essa pessoa ir embora levando com ela toda minha alegria e razão de viver – É melhor tomar um banho para ir para o festival, já estou pensando demais.

Tomar Nota: tenho que diminuir a bebida do padrinho, ele esta ficando sentimental.

História do Mar

                                                                     Prólogo 

 

Era uma noite de chuva, uma noite rara para um mês de festival em plena primavera aqui em Solares, uma cidade portuária do país de Gales. Solares é uma pequena cidade se comparada às outras do reino, ao leste ela é banhada pelo mar, ao sul e parte do oeste é cercada por uma floresta e ao norte pegando parte do oeste há um muro de montanhas que no inverno seus topos são cobertos de neve.

Todo ano tem um festival e durante um mês a cidade fica em festa pelas boas colheitas e pela primavera, também é uma época em que se tem mais movimento no comercio desde a pesca e venda dos frutos primaveril ate o comercio de artesanato e especiarias. Durante o festival as ruas ficam enfeitadas com balões, flores, fogueiras, musicas e muito riso, em sua maioria causados pela grande quantidade de bebidas ingeridas.

Em Solares não há muitos nobres, eles preferem as capitais. Os mais ricos aqui são os comerciantes e na casa de um deles algo estava acontecendo…

 

“Só mais um pouco Celes, só corra mais um pouco” encorajava-se a mulher em pensamento. Ela já corria da casa principal há três minutos, mas a distancia da casa ate os limites da propriedade já era de dois minutos de carruagem, a pé no escuro e gravida não facilitava muito. “Tenho que chegar”.

Quando ela finalmente saiu da propriedade ouviu o som de carruagem passando na rua de paralelepípedo a toda velocidade. “Droga, assim chegarão antes” pensou se escondendo atrás de uma árvore. Depois que a carruagem sumiu, ela se embrenhou nos becos e ruelas da cidade, havia muitas pessoas nas ruas, isso atrasaria a carruagem. E ela também.

Depois de cinco minutos correndo para cima e para baixo, ela finalmente chegou à casa do ferreiro. “Que ele esteja aqui, que não tenha ido para a festa, céus, por favor, que ele esteja aqui” pensava e clamava para o anjo que pudesse ouvir. Quando estava para bater a porta, ela foi aberta. Quem a abriu foi justamente quem ela precisava. “Graças a deus” pensou ela.

– Rápido, não temos tempo… – alertou-o enquanto o levava para o quarto dele – Você deve ir embora, eles estão vindo atrás de você… Descobriram tudo, ou ao menos pensam que sim.

– Do que está falando Celes? – perguntou o rapaz de cabelos ruivos de um vermelho mais vivo que chamas, estatura mediana, olhos verdes. Os ombros e braços dele eram largos e firmes devido ao trabalho de ferreiro, ele ainda cheirava a fogo, metal e vinho. Era bom.

– Eu estou falando que descobriram tudo e que você deve fugir, ou mataram a você e a criança. – falou ela enquanto arrumava uma pequena trouxa com roupas – Vá, para um daqueles barcos, o dos ciganos vai embora amanha, fuja…

– Como assim criança Celes? – perguntou pálido o rapaz – Não me diga que…  Ai meu deus… Gravida?

– É, gravida. – confirmou ela com pressa.

– Vou ser pai? – perguntou com um sorriso idiota se formando em seu rosto.

– Não, não vai. – disse sem se vira.

– Como não vou? – perguntou surpreso – Você mesma acabou…

– Sim, eu sei o que falei. – confirmou em um fio de voz – Mas você não será pai, você irá fugir, porque se ficar ele matara a todos nós.

– Então vamos todos embora… – começou a pedir com voz suplicante.

– Não é possível, ele nos acharia. – repeliu a ideia balançando a cabeça.

– Mas… – ele foi interrompido por uma batida na porta do andar debaixo.

– Merda! – escapou dos lábios de Celes – Eles chegaram.

– Vamos fugir… – começou em um sussurro.

– Não, vá e fuja. Fique vivo. – falou ela entregando-lhe a trouxa com dinheiro e roupas – Vou atrasá-los.

– Mas ele a matará. – quase gritou.

– Não, ele não me matará. – falou indo para a porta – Sabe que estou gravida…

Eles ficaram se olhando por um tempo que pareceu imenso, então ele a puxou para um ultimo abraço. Um ultimo beijo. Foi rápido e preciso. Quando ela via seu cabelo sumir pela janela, a porta foi aberta e o quarto invadido por vários homens.

– Sabia que viria atrás dele sua vadia. – falou o homem alto e de ar astuto com um sorriso debochado no rosto.

– Você não irá mais alcança-lo, ele está bem lon… – o seu discurso corajoso, mas idiota, foi interrompido por uma pesada tapa no lado esquerdo do rosto. O gosto de sangue invadiu sua boca provocando-lhe náuseas.

– Se eu o pegar, o mato, se não pegar ele não terá coragem de volta aqui, não passa de um rato. – falou com desdém – Peguem-na e levem para carruagem, tenho que lembrar a senhorita Celes a quem ela pertence e quem deve obedecer.

– Você não é um homem, é um monstro. – cuspiu ela com sangue enquanto sentia a tontura atingi-la sendo tragada para o escuro – Se deus realmente existe você é o diabo.

– E você está gravida dele. – falou sorrindo e foi tudo o que registrou antes de desmaiar por completo. Mas ela sabia que de uma forma ou de outra pelo menos uma das crianças estava salvo.

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